Bagé começou a pandemia de Covid-19 como uma das cidades com pior índice de contaminação do Rio Grande do Sul, já que os primeiros casos atingiram justamente profissionais da saúde. Ao final, a gestão Divaldo Lara foi reconhecida como uma das melhores do Estado no enfrentamento à pandemia.
Divaldo Lara determinou a instalação de barreiras sanitárias em conjunto com o Exército Brasileiro, a distribuição de máscaras e álcool em gel nas ruas — ainda antes de existir vacina — e a construção de um hospital de campanha, que ao final não chegou a ser necessário.
Divaldo também se destacou quando o Governo do Estado ofereceu a Bagé contêineres refrigerados para armazenamento de corpos: recusou publicamente a oferta, com a convicção de que lutaria pela vida e de que não reforçaria um clima de desesperança na população. O tempo mostrou que a intuição de Divaldo Lara estava correta — em pouco tempo, a situação foi controlada com as medidas já citadas somadas à desinfecção das ruas da cidade, o que rendeu destaque nos principais telejornais do país.
Com a situação já sob controle, Divaldo Lara determinou que o comércio de Bagé não fecharia, mesmo diante das determinações do Governo do Estado, por entender que a economia da cidade também precisava ser preservada. Pela medida, recebeu menção honrosa em entrevista concedida à TV Brasil pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Com o início da vacinação, Bagé foi um dos municípios que mais rapidamente imunizou sua população, a ponto de ceder doses excedentes a municípios vizinhos. Ao identificar uma falha na ordem de vacinação definida pelo Plano Nacional de Vacinação — que previa que presidiários fossem imunizados antes dos profissionais da saúde — Divaldo Lara contrariou a determinação e ordenou que todos os agentes de saúde de Bagé fossem vacinados primeiro. A decisão teve repercussão nacional, e os governos estadual e federal acabaram alterando a ordem de vacinação para todo o país. Divaldo Lara chegou a responder processo por desobedecer a determinação, mas manteve a convicção de que a decisão estava correta. Em 2022, recebeu premiações pela gestão durante o período mais crítico da pandemia.
Decisões tomadas com convicção, para proteger a vida e o sustento de Bagé ao mesmo tempo.