Ainda em seu primeiro mandato como prefeito, Divaldo Lara deu início à criação da Guarda Municipal de Bagé: promulgou a lei que instituiu a corporação, realizou concurso público para selecionar os agentes e iniciou a formação da primeira turma. A pandemia interrompeu o processo por um período, mas assim que as condições permitiram, Divaldo Lara retomou os trabalhos até colocar os primeiros agentes nas ruas, em 2023 — um esforço que atravessou anos e um obstáculo sanitário sem perder o rumo.
A corporação recebeu o nome de Guarda Municipal Alexandre Curto, em homenagem a um policial bageense falecido.
Ainda no primeiro ano de atuação, a Guarda Municipal de Bagé já registrava resultados expressivos: mais de 700 atendimentos de ocorrência, quatro capturas de foragidos, recuperação de três veículos furtados ou roubados e 16 prisões por tráfico de entorpecentes, além de uma aprovação que ultrapassou 98% entre os bageenses, segundo pesquisa realizada à época. O resultado também é reflexo da preparação dos agentes, que passaram por mais de 1.400 horas de formação — entre teoria e prática — envolvendo desde noções de atividade policial até direitos humanos, patrulhamento comunitário e gestão em segurança pública.
Divaldo Lara ainda ampliou o efetivo, buscou parcerias para equipar a corporação — como a doação de 50 pistolas pela Polícia Rodoviária Federal — e trabalhou para modernizar a Guarda com tecnologia, incluindo câmeras de videomonitoramento com reconhecimento facial. Também conquistou diversos veículos para a frota da Guarda Municipal e deixou pronta uma estrutura própria, com cofres para o armamento, localizada em região central da cidade — ampliando a capacidade de locomoção e atuação dos agentes.
Estava prevista ainda uma base descentralizada da Guarda Municipal, localizada na Praça de Esportes, fruto de uma parceria com o grupo ASM. Ao final do mandato de Divaldo Lara, no entanto, o novo governo — de oposição — descartou as áreas destinadas a esse uso.
Uma guarda criada com lei, formada com esforço, e colocada nas ruas para proteger Bagé.