Por mais de 20 anos, Bagé conviveu com uma lacuna no atendimento oncológico: a falta de radioterapia na cidade. Sem esse serviço, pacientes em tratamento de câncer precisavam enfrentar longas viagens para receber os cuidados que necessitavam — um fardo imenso para quem já carrega o peso da doença. Era comum que os motoristas precisassem parar no meio do caminho para que o paciente se recuperasse ou vomitasse.
Divaldo Lara assumiu essa causa como prioridade. Em parceria com o Governo Federal, durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro, o hospital foi construído em apenas 14 meses — em plena pandemia. Onde antes havia apenas um terreno, ergueu-se toda uma estrutura hospitalar. O acelerador linear, aparelho responsável pelo tratamento de radioterapia, foi adquirido e ficou guardado em uma base naval no Rio de Janeiro até que a construção fosse concluída, pronto para entrar em operação no momento certo.
Hoje, as famílias de Bagé se tratam na própria cidade. Próximas de casa, próximas dos seus. Sem viagens desgastantes, sem pausas no meio do caminho. Com mais conforto, mais dignidade e, consequentemente, mais eficácia no tratamento — especialmente em um momento tão delicado da vida.
O Hospital do Câncer de Bagé não atende apenas os pacientes da cidade: serve toda uma região, desafogando a fila de espera do Estado. Quem antes dependia da rede estadual para conseguir uma vaga agora encontra atendimento diretamente em Bagé. Uma demanda de mais de duas décadas. Realizada em 14 meses.